Do meu roteiro eu já não sei mais.
Tentei decorar, mas molhou, extraviou, o jacaré comeu.
Não posso. Não posso pensar na cena que visualizei e que é real.
Com um argumento mais recente posso dizer que o arquivo foi corrompido, e que eu não tinha nenhuma cópia nos meus itens enviados.
Decorei alguns trechos, mas só aqueles que continham musicais onde barris acompanhavam os funis.
Extratos de pura tolice que eu interpreto diariamente.
Quem escreveu? Quem?
Melhor não conhecer o autor da obra.
Quando coço a cabeça, os olhos, e a maquiagem borra, é um sinal de pura sintonia com o profundo magma no centro da terra.
A natureza cozinha toda a superfície em banho Maria. Rima como ninguém!
O planeta terra é um grande microondas que está ativado para aquecer um bocado de tempo. Não é apressado e não come cru. Gosta mesmo é de bem passado. Não quer desligar, e olhe que eu já mandei duas vezes para a assistência técnica. Estava fora da garantia.
Meu inseparável cajadinho da justiça e eu faremos críticas a todos estes que esconderam os meus disquetes embaixo da pedra.
Publicaremos tudo, mas tudo no mais puro papel de seda para que um dia queime nos campos do grande final. Ando a pensar em nomes de impacto para o grande fim.
O meu roteiro, mesmo que muito cafona, é real, sincero e cru.
Entregue para além dos pesadelos diários, eu vejo a cena que se repete todos os dias, cenas que eu gosto, cenas que sangram e dão sede.
Demasiadamente feliz, continuo sem saber o que é ou não real.
Ainda tenho o brilho nos olhos, que representa uma contínua febre dos bons e novos tempos.
Não há muito do que se vangloriar nesse procurar e encontrar. Não estamos em busca da verdade.
Noto neste rodar do microondas uma verdade itinerante. A verdade é primitiva, tudo está em transformação, mas nada está em transe. Partículas se dissipam.
Já a mentira é sequentemente desarmônica, instigante e eternamente nova como a do mundo do sonho.
O real, assim como a verdade, também é itinerante.
A pipoca ainda combina com o guaraná
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
domingo, 13 de setembro de 2009
PORTADOR DE DEFICIÊNCIA
Mesmo com a melhor música, insistiremos em questionar.
Ela disse tudo, o fio, começo, meio e fim da existência.
Nós cantamos. Mas não interpretamos.
Continuamos assim a perceber e receber as informações cada vez mais pesadas para a nossa capacidade de armazenamento, a leitura da situção, não somos capazes.
Somos espertos, é isso que afirma aquela voz interior que deveria ser surda e muda.
Que tudo começa e tudo termina, disso nós sabemos, mas o conformismo do infinito nos faz crer na possibilidade do além do possível.
Não fuinciona assim.
Uma vez me explicaram numa canção sobre este tal funcionamento.
Eu, como todos, insisti em não interpretar. Ouvi, apenas.
Em formato de tempestade, as notícias chegam e empurram o sentimento do conto diretamente para a saída de emergência.
Saiu, mas não voltou.
Duas pessoas, as pessoas que eu mais gosto ou tenha um sentimento equivocado sobre, irão me desapontar. Em breve.
Sem lápis irei anotar.
A previsão do tarot "moderno" propõe o sentimento de concorrência, da novena, da armadilha que armaram para você.
Eu sou a vítima.
Me conformo demonstrando compreensão e concordância. Sei até falar um pouco sobre.
Não sou especialista.
Espero que você se divirta e que lembre também da canção antiga e da nova.
Você perceberá que todas falam sobre o mesmo assunto.
Ela disse tudo, o fio, começo, meio e fim da existência.
Nós cantamos. Mas não interpretamos.
Continuamos assim a perceber e receber as informações cada vez mais pesadas para a nossa capacidade de armazenamento, a leitura da situção, não somos capazes.
Somos espertos, é isso que afirma aquela voz interior que deveria ser surda e muda.
Que tudo começa e tudo termina, disso nós sabemos, mas o conformismo do infinito nos faz crer na possibilidade do além do possível.
Não fuinciona assim.
Uma vez me explicaram numa canção sobre este tal funcionamento.
Eu, como todos, insisti em não interpretar. Ouvi, apenas.
Em formato de tempestade, as notícias chegam e empurram o sentimento do conto diretamente para a saída de emergência.
Saiu, mas não voltou.
Duas pessoas, as pessoas que eu mais gosto ou tenha um sentimento equivocado sobre, irão me desapontar. Em breve.
Sem lápis irei anotar.
A previsão do tarot "moderno" propõe o sentimento de concorrência, da novena, da armadilha que armaram para você.
Eu sou a vítima.
Me conformo demonstrando compreensão e concordância. Sei até falar um pouco sobre.
Não sou especialista.
Espero que você se divirta e que lembre também da canção antiga e da nova.
Você perceberá que todas falam sobre o mesmo assunto.
Marcadores:
PORTADOR DE DEFICIÊNCIA
sábado, 29 de agosto de 2009
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
FELIZ, SEM FINAL FELIZ
Sem vontade alguma de assistir ao filme sugerido por ele.
Modos de macho um pouco suspeitos, mas tudo bem, é o novo target. Eles precisam de você.
A expressão "eles" como seres ocultos, é algo que me atrai de forma idiota.
Eles: a ordem e o progresso da população mundial!
"Eles" só querem fazer amor, como você, sonhar, com coisas previsíveis, como você.
Uma boa dose de ambição? Sim. Um pouco mais da boa dose. Mas, só querem viver bem, como você.
Florestas, Amazônia, Mato Grosso? Lá, eles só querem viver bem, como você.
Estradas, trens, metrôs, estádios, shoppings, eles querem e tem direito, como você.
Direito aos contos de fadas de cavalheiros e donzelas, aquele conto que você nunca viveu, e nunca irá viver.
Como você, no final do conto, "eles" se sentirão enganados e vítimas subornadas por outros "eles", que, como nós, estavam em busca de uma sobrevivência básica.
Com ou sem champignon, ninguém foi vencedor, brilhou mais, ou menos.
Ninguém "vence" na vida.
Qual é o adversário?
Eles? Ou você?
Modos de macho um pouco suspeitos, mas tudo bem, é o novo target. Eles precisam de você.
A expressão "eles" como seres ocultos, é algo que me atrai de forma idiota.
Eles: a ordem e o progresso da população mundial!
"Eles" só querem fazer amor, como você, sonhar, com coisas previsíveis, como você.
Uma boa dose de ambição? Sim. Um pouco mais da boa dose. Mas, só querem viver bem, como você.
Florestas, Amazônia, Mato Grosso? Lá, eles só querem viver bem, como você.
Estradas, trens, metrôs, estádios, shoppings, eles querem e tem direito, como você.
Direito aos contos de fadas de cavalheiros e donzelas, aquele conto que você nunca viveu, e nunca irá viver.
Como você, no final do conto, "eles" se sentirão enganados e vítimas subornadas por outros "eles", que, como nós, estavam em busca de uma sobrevivência básica.
Com ou sem champignon, ninguém foi vencedor, brilhou mais, ou menos.
Ninguém "vence" na vida.
Qual é o adversário?
Eles? Ou você?
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
THRILLER
A "novidade, definitivamente, não está em Michael Jackson - nem nas Madonnas, nos Kakás ou nos Ronaldos -, mas no grau de demência a que o neoliberalismo conduziu a humanidade em seu conjunto. Deuses planetários vazios são ícones adorados por uma multidão planetária de fantasmas.
O bizarro balé do clipe Thriller, quem diria, é a própria metáfora do nosso mundo.
José Arbex Jr.
O bizarro balé do clipe Thriller, quem diria, é a própria metáfora do nosso mundo.
José Arbex Jr.
domingo, 9 de agosto de 2009
ADORNO
Não posso mais adubar.
Penso em acreditar na astrologia ou no meu instinto, na intuição furada que transborda erros nas esquinas do suposto viver.
Posso afirmar que ser sagitariana pode ser um pouco difícil.
Não falo por mim, falo por Clarice, Florbela e Edith. Estas e outras mulheres que passaram pela experiência do ser um abismo de felicidade.
Não apenas um bibelô, um adorno, mas mulheres que ousaram viver e arriscar olhar no espelho onde nada se enxerga.
Passaram para um lado que jamais conseguirão voltar, e não voltaram.
Foram e ninguém percebeu quando.
Quando falo de felicidade, falo de um sentimento ligeiro e intenso quando realmente o ser vive. A felicidade não acontece o tempo todo. É apenas uma falsa sensação de bem estar quando nos sentimos felizes o tempo todo.
É como se fosse um gole d'água em dias intensos de calor.
Está aqui, ainda dentro, a sede e a necessidade de um líquido ou qualquer paleativo que possa atender.
É a potência esquecida, presa num pote enferrujado no quartinho de bagunças.
Resolva e vá entender.
Se não entender, tente adubar.
Penso em acreditar na astrologia ou no meu instinto, na intuição furada que transborda erros nas esquinas do suposto viver.
Posso afirmar que ser sagitariana pode ser um pouco difícil.
Não falo por mim, falo por Clarice, Florbela e Edith. Estas e outras mulheres que passaram pela experiência do ser um abismo de felicidade.
Não apenas um bibelô, um adorno, mas mulheres que ousaram viver e arriscar olhar no espelho onde nada se enxerga.
Passaram para um lado que jamais conseguirão voltar, e não voltaram.
Foram e ninguém percebeu quando.
Quando falo de felicidade, falo de um sentimento ligeiro e intenso quando realmente o ser vive. A felicidade não acontece o tempo todo. É apenas uma falsa sensação de bem estar quando nos sentimos felizes o tempo todo.
É como se fosse um gole d'água em dias intensos de calor.
Está aqui, ainda dentro, a sede e a necessidade de um líquido ou qualquer paleativo que possa atender.
É a potência esquecida, presa num pote enferrujado no quartinho de bagunças.
Resolva e vá entender.
Se não entender, tente adubar.
sexta-feira, 31 de julho de 2009
A MORTE DO ÓVULO
O sintoma já previa o fato.
Elas batiam palmas e dançavam ao som de cantigas do inferno. Não fazia sol.
Não chovia.
Com toda a irritação devida aos fatos, a festa continuava. Ninguém pensou nos vizinhos e o síndico era medicado com calmantes pontualmente às 21h.
O desejo era de escutar sons bregas, bregamente alegres, o que é bem diferente das cantigas do inferno.
Uma fatia de bolo de nozes. Duas.
6 da manhã e a festa continuava.
Ninguém reclamou.
A não reclamação resulta em sintoma. Crônico.
Dias de repeat music. Dias de lagriminhas enfadonhas com dores de cabeça intermináveis. Palidez.
Diferente do Tim Maia, eu não quero chocolate.
Se você ficar chateado eu compro uma trufa e peço desculpas. Prometo.
Do salto da terceira para a primeira pessoa, eles terão que se despedir.
Fim da festa.
Elas batiam palmas e dançavam ao som de cantigas do inferno. Não fazia sol.
Não chovia.
Com toda a irritação devida aos fatos, a festa continuava. Ninguém pensou nos vizinhos e o síndico era medicado com calmantes pontualmente às 21h.
O desejo era de escutar sons bregas, bregamente alegres, o que é bem diferente das cantigas do inferno.
Uma fatia de bolo de nozes. Duas.
6 da manhã e a festa continuava.
Ninguém reclamou.
A não reclamação resulta em sintoma. Crônico.
Dias de repeat music. Dias de lagriminhas enfadonhas com dores de cabeça intermináveis. Palidez.
Diferente do Tim Maia, eu não quero chocolate.
Se você ficar chateado eu compro uma trufa e peço desculpas. Prometo.
Do salto da terceira para a primeira pessoa, eles terão que se despedir.
Fim da festa.
Assinar:
Postagens (Atom)